Já havíamos aprendido a lição na XIII Noite de Tunas de Oeiras, onde houve a necessidade de garantir um plano B. Desta vez, acautelados pelo registo de várias intervenções da Protecção Civil e Bombeiros na zona não queríamos interromper nenhuma das tunas durante a actuação razão pela qual promovemos a deslocação de todo o aparato do espectáculo para um espaço coberto, sendo este intimista e próximo do povo (ainda pensámos em requisitar um cacilheiro, mas não houve possibilidade em tão pouco tempo).
Transformámos a dificuldade em oportunidade, tendo literalmente transformado uma Cantina em palco e conseguimos ainda dar um especial sentido à expressão “de comer e chorar por mais”.
Após o repasto substituímos a linha de Self pelo corredor de entrada e saída das tunas, num recanto iluminado pelos frigoríficos das bebidas instalámos o Sistema de Som, iluminação e demais efeitos e estava tudo pronto para o início daquela que seria sem dúvida a mais emblemática das Noites de Tunas de Oeiras (pelo menos desde a última e talvez até à próxima).
Após o compasso de espera entrou o nosso apresentador, ainda com chapéu-de-chuva e gabardine (tendo conseguido estacionar facilmente o seu bote), colocámos todos os presentes em cadeiras, degraus de escadas e espaços livres… (confessamos que ficámos assustados com o cenário característico do Metropolitano de Tóquio em hora de ponta para assistirem à XVII NTO, principalmente porque não havíamos contratado os jovens que garantem que todos entram!)
Independentemente de tudo o resto, iniciámos com a participação especial da Tuna Sénior da USILA, com a sua jovialidade madura conseguiram arrancar alguns suspiros quando entoaram a conhecida música “Olhos Negros”.
Os homens da casa, o GSFMH, apresentaram-se logo a abrir o menu que seria servido nesta cantina. Com alegria trouxeram à Fábrica da Pólvora temas já bem conhecidos como “A tua voz”, “Debaixo da tua janela” e algumas adaptações.
Seguiu-se uma boa actuação da TAFUL que, uma vez regressados ao palco da NTO, encantaram com um receituário bem equilibrado, conseguiram transmitir bastante bem o espírito que sempre nos habituaram e revelaram muito trabalho nos arranjos musicais.
Rumámos de seguida à iguaria mais distante da noite, recebendo a sempre animada visita dos “Engenheiros Charrocos” onde a ESTuna provou uma vez mais que animação e alegria são sinónimo de actuações bem conseguidas. Face a um público que já os conhece, mostraram que de facto “Sereia do Sado” é bem mais do que uma expressão.
Visto que o prato servia-se em tunalidades de engenharia, celebrando o Dia Mundial dos Vizinhos, desafiámos umas vizinhas, das mais bonitas que conhecemos, a entrar no menu. A TFIST entrou no pequeno palco, mas encontrou forma de até concretizarem um esquema de pandeiretas (Mulher Engenheira resolve tudo!) e nos brindaram com um tema especialmente dedicado a nós (delicioso!).
Para o encerramento chamámos os que andam em todos os cantos e arredores do território Lusitano, a Tuna Mística de Portugal. Conseguiram o feito histórico de serem - A única tuna que na história da NTO que conseguiu fazer o público levantar-se antes da actuação - (para alargar o espaço do palco) e, ainda incrédulos sem palavras, recomendamos que procurem (e partilhem connosco) as cenas desta actuação única! Chapéus-de-sol, saltos, energia e alegria foram os acordes dominantes desta singular actuação.
Continua…