Reza a lenda que Geraldo Geraldes,O sem Pavor, epíteto atribuído a uma nobre praça de Évora (Praça do Giraldo), que tentou sua sorte pelo Sul da Península Ibérica em alturas de reconquistas aos Mouros ajudando a definir que Ebora seria definitivamente território Português. Bebendo desta lenda e transformando-a em realidade o Grupo de Serenatas da FMH (GSFMH) foi desafiado a conquistar os corações das donzelas, com as habituais serenatas, na praça com o nome deste herói da história Lusitana, associando-se assim à celebração do dia Internacional da Mulher. A ocasião era nobre e como tal exigia investida de reconhecimento prévio. Sem muita hesitação os caloiros do GSFMH partiram de véspera, procurando aventuras de encantar, sem guarida garantida, com todo o espírito e vontade de encantar donzelas e desfrutar do ambiente boémio eborense.
Após sinuoso percurso em busca de recobro para a noite, que se avizinhava fria, a primeira nega surge dos bombeiros locais, conseguindo logo à segunda tentativa que Grupo Académico 6 Tetos garantisse com toda a tranquilidade a nossa estadia. E que povo acolhedor, que espírito, verdadeiros amigos - logo para quebrar o gelo um belo bacalhau – mesmo que sem cozinheira, com o relógio a marcar 22h30 um belo repasto digno deste destaque.
Seguiu-se uma noite boémia, em que o bravo amigo Migas, dos 6 Tetos, nos acompanhou incansavelmente, tendo sido parte da nossa união como grupo. A paragem era o Capitulo 8 – bar de tradição nocturna em Évora, cujo um dos amigos era proprietário. Pelo caminho as serenatas aconteceram, várias donzelas foram nossas cúmplices, tomando estas como o aperitivo para a serenata no dia seguinte. Tudo foi cumprido como manda a tradição… e até contactos mais próximos foram estabelecidos. Lembro-me de repente de uma tal velha glória do Atlético de Madrid que, não se sabe bem porquê, também se juntou a esta história Lusitana, um Farol com toque de Futre (ou um farol que projecta imagens de Paulo Futre) …
Na viragem de Capitulo 8, o GSFMH fez o que lhe competia e, no final da noite, diversas donzelas nos aguardavam na Praça do Giraldo para uma pré-Serenata, que se revelou amorosamente quente, mesmo com os 7ºC que se faziam sentir ninguém arredou pé até os dedos congelarem (nem mesmo as donzelas!). A retirada para o descanso, na residência universitária dos nossos amigos dos 6 Tetos (Migas, Sr.Victor e Boris) e de um tal de Berbatov antecipou um novo dia em grande, iniciado com uma bela futebolada, com açorda pelo meio.
Finalmente nos juntamos às nossas queridas guias (Ana Catarina e Sílvia – muito amorosas), curiosamente nortenhas (boas pessoas!), e com simpatia invulgar (incansáveis). Entre comes e bebes, chegaram os nossos veteranos e o “homem do instrumento maior”. Completando o grupo, iniciando-se de imediato os preliminares para a grande serenata desta deslocação a Évora: jantar na cantina da Universidade, com as sempre queridas cozinheiras ; não pudemos resistir e serenatas às amorosas cozinheiras, às dedicadas guias e à igualmente querida Ana Maia já quase sem tempo seguimos para a Praça do Giraldo que nos aguardava, repleta de pessoas.
Outras serenatas se ouviam, encantando ao jeito dos grupos em actuação. Quando o GSFMH sobe ao palco (escadaria) foi notório o calor do público, sinal de que a noite anterior teria sido em grande. Mesmo com condições acústicas e atmosféricas adversas, a serenata foi a nossa humilde e singela homenagem às Mulheres que nos brindaram com a sua presença, os calorosos aplausos e o carinho encerrado em palavras amigas. A noite em Évora chegou ao fim, com um Multibanco quentinho a contar uma bela história de encantar, cuja serenata esperemos nós será recordada por quem de direito.
No regresso ainda tempo para uma (re) acomodação rápida pelos carros e com a noite a ir já avançada o dia de trabalho se aproximava rapidamente. Fica-nos a certeza de que queremos regressar a Évora, para cantar, encantar e descobrir novos recantos e amizades.
Gazeta Mágica… a notícia ilusionista.