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Grupo de Serenatas da Faculdade de Motricidade Humana

Crónicas de Singapura…mais perto do Natal…

19 December, 2008

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Retomo hoje, 17 de Novembro de 2008, os relatos sobres as aventuras edesventuras experiênciadas nesta ilha.
O tema central desta segunda crónica é: “As loucas noites da Salsa”.
Mas já lá vamos..
Vou começar por vos tentar dar uma visão mais completa, e a 360º, uma vez que estou quase a completar 5 meses de permanência neste território. O meu conhecimento sobre a cultura, costumes e outros aspectos do dia a dia são agora mais detalhados, o que também poderá ser interessante para vós.
Confesso que a experiência, embora por vezes dificil, tem sido bastante gratificante, o que pelo menos compensa o facto de estar longe de casa, da família e amigos.
Por falar nisso, Dezembro estou aí…
As origens étnicas em Singapura são: 76% chineses, 15% malaios (da Malásia), 7% indianos e os considerados “outros” são 2,3%, números que obviamente influenciam os aspectos sociais e culturais do país.
Geralmente as culturas não se misturam mas, como em tudo, existem algumas raras excepções, usualmente, instigadas pela quantidade de sangue no álcool, haha.. O que dá umas misturas fantásticas.. Falo dos descendentes, óbvio.
Portanto, na rua, no trabalho e em locais públicos a grande maioria das pessoas é de origem chinesa.
Essencialmente, são povos mais ou menos simpáticos sendo, na minha opinião, o grau de interacção inversamente proporcional aos valores demográficos.
Curiosamente, ou não, existe uma referência às influências portuguesas por estas bandas, http://www.usp.nus.edu.sg/post/singapore/people/eurasian.html
Em termos de riqueza, também há pobreza. Ou seja, há pessoas que auferem ordenados exorbitantes tipo 15, 20.000Eur mês ou mais (geralmente altos cargos de empresas privadas, só para que conste eu trabalho para a função publica..) e há outros que têm de recolher latas vazias nos restaurantes para ganhar algum dinheiro e dormem debaixo da ponte, mas o nível médio de riqueza é considerado satisfatório e um dos melhores na Ásia.
Em termos de trabalho são bastante exigentes e trabalham por objectivos havendo obviamente um controlo semestral ou anual.
Desde que cheguei já fiz alguns amigos, a grande maioria fundamentalmente na Salsa mas também alguns no trabalho. Desde já vos digo meus amigos quem baila e tem facilidade em relacionar-se com pessoas, têm muito mais facilidades. E segundo o que me dizem aqui “conections” é o que interessa depois é que vêm os “professional skills”.. Humm… Onde é que já ouvi isto? Wally não
treines não…
Ontem, Domingo, fui ao meu primeiro “conbíbio” português. “Rapaces” só vos digo uma coisa: Apreciem aí a bela comidita portuguesa..
Quando vi o chouriço assado, uma alheiras, o bacalhau com natas, umas garrafitas do Dão e para finalizar um Porto vintage. Ò meus amigozzzz.. até me vieram lágrimas aos olhos..
Pois é.. A vida aqui não é fácil.. Se não fosse o apoio socio-comunitário dos amigos(as) locais, estava desgraçado.
Por falar em socio-comunitário, chegámos ao tema principal desta crónica, a Salsa..
Amigos.. cada vez mais, neste mundo onde a afectividade perde espaço exponencialmente para a busca da excelência, a dança surge como que um porto de abrigo para muitos(as). É como que uma ilhota isolada no meio do oceano da vida onde alguns afortunados ganham força, exploram e desenvolvem a criatividade, criam e reforçam laços afectivos descobrindo, por vexes, as suas almas gemeas.
Partilho convosco alguns pensamentos de alguns ilustres sobre a dança:

“I would believe only in a God that knows how to dance.” Friedrich Nietzsche

“Dance first. Think later. It’s the natural order.” Samuel Beckett

“Never trust a spiritual leader who cannot dance.” Mr. Miyagi, The Next Karate Kid, 1994

Como podem reparar a dança sempre exerceu e sempre exercerá beneficios sobre a humanidade. Gosto particularmente desta citação: ” There is a bit of insanity in dancing that does everybody a great deal of good.” Edwin Denby

O pessoal daqui gosta bastante da Salsa, alias, tal como em Portugal, mas persiste a noção de que a Salsa (e a dança em geral) é para ser olhada à distância, não para ser praticada ao desbarato por todos. Como dizem os japoneses que, por acaso, também adoram a Salsa: “We’re fools whether we dance or not, so we might as well dance.” Japanese Proverb..
Com o espirito adventício do Natal a chegar a todos os centros comerciais de todos os países em todo o mundo, achei por bem antecipar-me à grande corrida, que também acontecerá aqui na web, e enviar-vos algo de diferente.
Aprendi com os mais velhos e experientes, cuja sabedoria é muitas vezes desprezada, que a vida são dois dias portanto mais vale o Carnaval que são três lol..
É interessante verificar como até aqui em Singapura se celebra o Natal. Alias, aqui, celebra-se tudo. É Natal, é Hari Raya (cultura malaia), é Deepavali (cultura indiana), é Ano novo chinês. Para além dos habituais feriados que também acontecem por todo o mundo, dia do trabalhador, dia do País, etc..
Os centros comerciais atafulham-se de gente, deserta, para fazer as compras de Natal. Se bem que aqui em Singapura a cultura do consumismo tem muito mais relevo do que em Portugal. Talvez seja porque Singapura concentra 4,5 milhões de pessoas num espaço físico equivalente à área da grande Lisboa. Sim, talvez.. Claro que temos de colocar na equação o poder económico dos locais que, diga-se de passagem, é claramente superior ao dos portugueses.

Bem rapaziada divirtam-se e vemo-nos em Dezembro.

Avrace

Noites de Ronda - O Regresso

17 December, 2008

O dia da actuação em Tires não poderia ter tido um final mais feliz: as habituais noites de ronda, que em período natalício tem um sabor ainda mais especial. Aumenta também o grau dificuldade, fazia um friDafundoo de rachar, pelo que só os bravos conseguiram actuar, jantar, e voltar a actuar! Tão bravos que jantaram ao frio, numa espécie de aquecimento.

O ataque começou na zona do Dafundo, com as belas vozes a serem projectadas para o outro lado da estrada, quando a moça nem sequer morava no rés-de-chão (realmente não há como um bom aquecimento)! Os reforços foram chegando, os apontamentos foram sendo entregues aos destinatários, e conseguimos terminar a noite precisamente onde começámos, e como começámos - em grande, claro! Fica a promessa duma nova visita às donzelas de Algés e arredores, e uma boa recordação para as felizes contempladas. Não podemos acabar sem um aviso: não achem estranho ver pessoas nas varandas que parecem cadáveres, pois quer sejam cadáveres quer não (não chegámos a perceber), não perturbam as actuações, mantendo-se absolutamente quietas e caladas (ao contrário daquelas pessoas que têm a mania que o carro há-de passar por um grupo de estudantes trajados que andam a cantar para as donzelas com guitarras em punho, não percebendo como estão a ser inoportunos, e mesmo desagradáveis). Em Janeiro há mais…

Ólio, o seu lubrificante sinté(c)tico…
(embora às vezes se alongue na prosa)

Natal das Prisões

Convidados para participar na Festa de Natal da Prisão de Tires, não poderíamos ter faltado a este eventoPrisão de Tires de maneira de nenhuma! E por isso houve saídas a correr do trabalho, e mesmo trocas de horários – tudo para marcar presença numa actuação que ficará para a história do grupo! A chegada ao local ocorreu de forma absolutamente pontual (como já é hábito no mundo das tunas), e os caloiros tiveram o privilégio de vir na carrinha da prisão, não fosse acontecer ser confundida como uma nova leva de presos (provavelmente não se lembraram que a prisão é só para mulheres…). A recepção não poderia ter sido mais entusiasta: guardas com caçadeiras nas mãos… Dizem que o primeiro comentário da organização foi: “Vocês entram directamente para o palco, senão não chegam lá inteiros!”, ainda antes de se combinar quanto tempo tocaríamos. Mais tarde foi-nos dito que dois anos atrás uma dupla brasileira (provavelmente sertaneja) teve o seguinte diálogo em palco: “Tá sentindo sua bunda? É que eu não…”, tal foi a intensidade do contacto corporal com o público.

Passando ao espectáculo propriamente dito, podemos dizer que foi meia hora com a plateia à beira da loucura! Principalmente quando a música era mais animada, e uma determinada bandeira se aproximou corajosamente do público galvanizado! Parece que este momento foi ainda mais arriscado do que daquela vez em que a ANA tentou mantê-la em sua posse durante algum tempo. Naturalmente, o espectáculo atingiu o seu auge, e aí a mensagem da organização foi clara: “Saiam de palco, porque os homens (presos também) que estão no público estão a provocar os seguranças, e eles já se estão a irritar…”.

E assim terminámos o nosso grandioso espectáculo, voltando a sair pelas “traseiras”, e regressando à sala onde já havíamos afinado, e onde estava um belo manjar à nossa espera, bem como a Motrituna, que nos apoiou durante toda a actuação, fazendo de claque/pandeireta. Enfim, tempo de saborear a actuação, travar mais algumas amizades na prisão (nunca se sabe quando podem dar jeito!), e tocar mais umas músicas, num registo um mais calmo e pessoal. Para a história, fica uma ida à cadeia, e uma actuação um pouco diferente do habitual, mas pela positiva. O sentimento de ligação para com o público foi tão forte, que alguns elementos já queriam ir deixar uma lima de presente de Natal…

Ólio, o seu lubrificante sinté(c)tico…
(embora às vezes se alongue na prosa)

Escola Secundária Sebastião e Silva

4 December, 2008

Foi no dia 20 de Outubro, pelas 21h, que o Grupo de Serenatas da Faculdade de Motricidade Humana arrancou para a nova temporada de 2008/2009 (à venda entradas no ticketline…) com uma actuação num jantar de finalistas que teve lugar na Escola Secundária Sebastião e Silva em Oeiras (também por vezes designado e conhecido como o Liceu de Oeiras - o Antigo!).

Esta actuação contou com um regresso bastante importante que foi nem mais nem menos que…. o contrabaixo!! Após o nosso nazareno de serviço e o Wally (que ninguém encontra..) passarem algumas horas de espera numa pequena oficina (não mecânica) situada nas Caldas da Rainha (até houve quem passasse os olhos pela RTP2), o referido instrumento estava pronto para tocar e encantar. Aproveitamos desde já para mandar um especial agradecimento à pessoa responsável por tal feito.

É importante referir a existência de novos candidatos para este novo ano lectivo contando o Grupo de Serenatas com a presença de dois deles nestas andanças. São eles Pedro Cardoso (o ano passado conhecido como o “caloiro do Rugby”) e Diogo Veiga (sendo por vezes associado a um qualquer Farol numa serenata lá para os lados da Cruz Quebrada).

A Tal Gazeta Edições, Região demarcada da Nazaré

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