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Grupo de Serenatas da Faculdade de Motricidade Humana

O Épico Barrosão

30 January, 2007

Mesa de DornelasPois bem, não poderia ter sido de outra forma: boa disposição, comida e bebida, velhas de bigode, frio, música e pagode – o V Périplo Transmontano.
Saída de Lisboa com o devido atrasado rumo a Chaves, onde nos esperava o eternamente amado Guiça. O que valeu foi que ainda chegámos cedinho (1 e tal de manhã), e por isso deu para irmos direitinhos para a Quinta da Mata, onde nos esperavam as prometidas botelhas e a saborosa sopinha. Digamos que, com música à mistura, a coisa rendeu até de manhã, ainda com tempo para recuperar forças e rumar pela fresca até Couto de Dornelas, em busca do cozido à portuguesa.
De notar que, para os bravos do pelotão, ainda houve tempo para um pastelinho de Chaves, e, para os bravos entre os bravos – mesmo que alguns tenham escorregado no gelo e desmaiado numa qualquer rotunda – , uma bela caminhada matinal seguindo o cheiro do cozido, quais batedores, prontos a fazer o reconhecimento da aldeia. Se bem que o melhor que conseguiram foi receber a magia de um vendedor, que nos presenteou com a seguinte expressão (não me lembro qual o contexto, mas julgo que estava a tentar impingir o pacote do dia – por 1 euro, um canivete, um isqueiro e um baralho de cartas, para os mais distraídos, é o suficiente para o McGuiver montar uma bomba): “Verde, cor de esperança, que quem espera sempre alcança, e não leva um pontapé na pança”. Um poeta.
No entanto, verdade seja dita, a mesa (continuo a achar que se não era um banco parecia mesmo) já estava bem composta de bocas famintas, pelo que foi necessário recorrer ao plano B.
Vindos das Covas, fomos à festa nas Alturas do Barroso, também em honra de S. Sebastião, lugar onde tivemos direito a uma merecida feijoada, retribuindo a dádiva com alguma da nossa maravilhosa música, e, pela primeira vez em público, o novo hit “Na Casa da Pesca“.
Já da barriga cheia, seguiu-se o passeio até Montalegre, sendo que pelo caminho pudemos apreciar a bela paisagem transmontana. De realçar, e para história, fica a performance da música “A minha sogra é um boi” junto à barragem, em homenagem à posta barrosã.
Chegados a Montalegre, visita ao Castelo, e mais uma vez para história, em homenagem aos velhos tempos, o Feitiço entoado por dois veteranos com toda a alma e emoção. Fome a apertar, hora da Feira do Fumeiro. Bom, não foi bem o que esperávamos, por isso mais vale seguir em frente. Umas alheiras para preparar a barriguinha, e hora de ir jantar: como não poderia deixar de ser, a suculenta posta barrosã. Escusado será dizer que houve tempo para umas musiquinhas… De regresso a Montalegre para gastar as energias que ainda restavam, aproveitou-se a noite até o cansaço apertar a sério, altura de voltar a casa. Consta que alguns se perderam e foram parar ao lado de lá da fronteira, mas ainda conseguiram regressar sãos e salvos.
Terminado o merecido descanso, já o sol ia alto, fomos directos ao almoço, pois não havia tempo a perder para assistir à tão esperada Chega de Bois. Bom, quer dizer, a coisa não durou lá muito tempo, mas vá lá, quando chegámos ainda deu para ver o boi vencido na chega… E, sendo assim, tempo das despedidas, lágrimas (pronto, não houve, mas teria sido bonito, para a próxima os caloiros hão-de trabalhar melhor nisso) e abraços, e todos a postos para o regresso a casa. Regresso, esse, que valeu pela passagem por Cácemes, a convite de D. Corleone, onde mais uma vez fomos recebidos com amor e carinho: um belo manjar e um licor de cereja, para desmoer da longa e cansativa viagem. Retribuímos, novamente e da forma que melhor sabemos: dar música. Agora sim, cada um para sua casa, e o aguardado descanso (agora a sério).
E assim foi. Há quem diga que foi à antiga, e a verdade é que correu bem, Que, como este, novos périplos estejam à nossa espera para renovadas aventuras. Não poderia deixar de realçar que, para além do Guiça, e para relembrar os antigos, pudemos contar com o Pedro Lopes entre as nossas fileiras.
Obrigado Guiça, e até uma próxima (nem que seja no VI Périplo Transmontano).

Wally Reports (com um dedito azul a ajudar…)

Mote para o V Périplo Transmontano

12 January, 2007

Fumeiro do BarrosoDesta feita, o Périplo Transmontano cingir-se-á, mais coisa menos coisa, aos lugares do Barroso.
O Guiça, chaveiro dos sete costados, será mais uma vez o anfitrião, no que se espera que venha a ser a reedição memorável de bons velhos tempos.

Deixamos ao leitor um trecho (sobre a Feira do Fumeiro do Barroso) da missiva endereçada por este transmontano de gema ao pessoal do GSFMH:

Assentamos arraiais,
E bebemos ainda mais
Passamos o pão na alheira
Ai meu deus! que bem que cheira!

E o Hilário, qual cigano,
Diz assim cheio de engano:
-Traz para cá mais txouriça!
-Hoje quem paga é o guiça!

Sentados num banco de pau
O do copo não tá nada mau
Tanta gente! Donde são?
São do Minho! De onde se não?

Os caloiros, hoje não bebem!
Estão cá para conduzir,
Já beberam ontem demais
Porque o primeiro milho vai sempre para os nossos pardais…

O mote está dado, por isso e… como é óbvio, deixo-vos:
“Um abraço e um murro no catchaço!”

Quinta da Mata
PATROCINADOR OFICIAL
do V Périplo Transmontano
Quinta da Mata
Chaves

China News (deve estar fresquinho…)

“D. Sebastião, o Desejado” ou “A Bandeira do GSFMH”

5 January, 2007

Emblema - Luz1Havia quem dissesse que a nossa bandeira tinha caído à água na viagem de regresso do Porto Santo…
Havia quem dissesse que tinha sido levada pelo Vento Norte…
Havia quem dissesse que já estava a servir de tela no telhado de uma qualquer casa de Porto Santo…
Havia quem dissesse que o Cuco a tinha guardado como parte do velame, para poder navegar não perdendo de vista tão belo objecto…
Havia quem dissesse que a amiga ANA (não confundir com a amiga Olga) a tinha confiscado para o seu museu…
Havia quem não dormisse a pensar nas 17×17, e deixasse crescer o cabelo para parecer estrangeiro…
Oufe, havia q n soubesse escrever e chat & ass o people q tah bueh ah frente…

EstandarteBom, haver havia, mas agora já não há.
Ao que consta, o D. Sebastião regressou numa manhã de nevoeiro e decidiu abancar, desde finais de Setembro, na Estação de Camionagem da Rodoviária em Alcobaça. Se calhar pensou que estava no mosteiro monumento nacional e ficou por lá em oração… [Calma que não estou a mandar bocas ao pessoal amigo da malta da Vestiaria!]
Pode ser que venha num andor, apelidada de Nossa Senhora da Bandeira, em procissão e tudo!
O que é certo é que está de volta e, diz quem a viu, não se lhe nota o passar dos meses.

China News (diz que é boato, e eu sou devoto de S. Tomé)

P.S. Safaste-te…

Serenata à Sara

3 January, 2007

Para a caloirada não dizer que é maltratada, aqui fica o vídeo de uma bela serenata feita no Chiado, após o espectáculo do GSFMH para a Associação CAIS, numa arruada serenateira só de caloiros. Parece que temos muitos adeptos e adeptas por esse cibermundo fora…


Digam lá que eu não sou simpático…

China News (em directo do You Tube)

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