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Grupo de Serenatas da Faculdade de Motricidade Humana

Digressão pela Ilha Dourada (parte II) ou "As aventuras dos bravos heróis" (inclui os segredos: como ficar acordado debaixo de água e algumas das receitas do chefe Violino)

29 September, 2006

Assembleia Municipal - Porto SantoNesse dia 19 de Agosto, encontravam-se reunidas as tropas no Aeroporto de Lisboa, uns depois de almoço, outros logo pela fresca (a ansiedade é uma coisa terrível e o desconhecimento da hora de partida, também). Podiam ver-se quatro bonitos, grandes e lustrosos caloiros – Flori, Wally, Sforza e Carteiro – a serem constantemente instruídos pelos eternamente doutos veteranos – Violino o Moreias, Relâmpago o Barbatanas, Chinês o Irrefutável, Preto o Sábio, Frisumo o Pacato e Alain o Belo.

Sim, é verdade, o prometido regresso de Violino o Moreias aconteceu mesmo, depois de espalhada a magia pelo império britânico, e Sforza decidiu-se a tirar o rabinho da água das termas para mais aventura, depois de um ano passado na terra-mãe. Mais tarde, pudemos ainda contar com o apoio de PP o Imenso, que mesmo por pouco tempo não pôde deixar de nos acompanhar em tão reconfortante viagem.
Chegados à Ilha Dourada, instalámo-nos no Hotel Vila Baleira, aproveitando, os veteranos, para conhecer a ilha num belo veleiro (obrigado, senhor Camacho) e matar saudades do Zé, o Cuco, sendo que, por falta de lugares, os caloiros se propuseram fazer o mesmo, mas a butes, indo ao encontro das nativas e conseguindo chegar a casa igualmente satisfeitos com a visita nocturna, tendo-se pressentido um perfume de inveja na cara de Preto o Sábio no regresso de tão abanada navegação. Isto de dar de comer aos peixinhos é mais bem feito por quem sabe…

Para além das gloriosas actuações, houve ainda tempo para que uns conhecessem as profundezas das águas de Porto Santo, graças ao curso de mergulho que aproveitaram para fazer por lá, e para que os restantes se desenrascassem em apneia nas águas do Zimbralinho, altamente recomendadas pelos pioneiros Floripinga e Chinês o Irrefutável.
Como curiosidade, registe-se que o GSFMH passou a contar com sete mergulhadores encartados, estando em avaliação a certificação desta entidade como centro de formação à distância.

O referido curso deu água pelas barbas aos corajosos mergulhadores, e, nas sábias palavras de Alain o Belo, “Agora já nem as fossas abissais nos metem medo!”, pois que, ao que consta na mitologia Porto Santense, se bateu com o grande escafandrista Miguel, o Deus das Águas, criador do conceito de “planeamento pós-execução”.
A maldição do escafandrista pairava sobre os empenhados estudantes de mergulho, de tal forma que houve quem adormecesse nas aulas, dentro ou fora de água, obrigando os amaldiçoados a fazer o pino ou o 360º para manter a pestana aberta, por via do maior aporte de sangue ao cérebro.
E, na verdade, houve tempo para de tudo um pouco: o futebol na praia, as aulas de natação – aluno empenhado e progressos à vista –, as passeatas nocturnas com ponchas de maracujá, as refeições no Cabeço – “Era um prego especial no bolo do caco e uma brisa, sff” ou “Uma sandes de galinha com uma fatiazinha de queijo” –, as peregrinações aos picos locais, os banhos de sol, o karaoke, as carreiradas nas ondas – de dia e de noite –, as visitas pela ínsula à pala da moça do pontuador de serviço no Porto Santo, e muito, muito mais.
Quanto às receitas do nosso chefe Violino, que envolviam as mais diversas espécies marinhas (afinal de contas a Nazaré é uma escola de vida), e os segredos dos bravos mergulhadores… bom, também não queriam mais nada…

FreshmenReport (Difusão: Wally, Floripinga e Carteiro)
[Edição claramente melhorada pela Comissão para a Decência no Lazer]

Digressão pela Ilha Dourada (parte I) ou “Vai Tó Mané, vai Tó Mané, vai vai! Eh pá, mas… Vai, vai,vai vai vai vai vai”

Porto SantoEm Agosto, após horas de planeamento e trabalho árduo (mais ou menos 720), eis que finalmente se concretizou a tão esperada e merecida viagem à ilha do Porto Santo. A fechar o ano de trabalho, nada melhor do que combinar os nossos espectáculos com o ambiente de praia e descanso, excepto para os aventureiros das límpidas e profundas águas da ilha, ou seja para a malta do curso de mergulho. [Duros…]

Na partida, estavam já agendadas actuações no Hotel Vila Baleira, onde fomos recebidos carinhosamente, e onde (en)cantámos, por diversas vezes, um público das mais diversas nacionalidades. Do alinhamento dos espectáculos constaram, naturalmente, o já mítico número de Fabricius o Mágico, e ainda a animação de dança hilariante (esta é para os mais perspicazes).

O Largo do Pelourinho foi palco de uma ventosa actuação, onde a população, ao rubro, se agarrava às palmeiras para não voar com o vento do Sulão (Suão para os meteorologistas e para qualquer pessoa com o mínimo de cultura).
Pela noite, foram avistados estudantes da FMH que, mais uma vez e propositadamente, nos seguiram em digressão pelas ilhas portuguesas, desta feita por Porto Santo (pronto, se calhar não foi de propósito, mas foi bonito à mesma). Parece ter estado presente uma tal de Inês que, segundo consta, terá engraçado com o cabelo de Preto o Sábio.

E porque a satisfação é um conceito lato, onde também cabe um naco de gula, Chinês o Irrefutável e Frisumo o Pacato realizaram um contrato-programa com o restaurante/bar Pé na Água (Pata na Poça, para alguns…), no qual estava incluída actuação, arroz de peixe, bolo do caco, pudim de maracujá e, a acompanhar, um belo vinho das planícies do Alentejo.
Saúde-se a participação especial do porreiraço do Mocha, o “bandeira” emprestado pela Tuna Universitária da Madeira, que elevou bem alto o nosso símbolo nesta actuação.

É ainda de realçar a grandiosa passagem de Sforza a veterano, depois de alguns anos de dedicação, batuques e fórróbódó, para se juntar ao grupo dos “jovens há mais tempo”, e assim fazer jus à alcunha pela qual era conhecido entre os caloiros: “o Lãbotas”.

Aproveitamos também para deixar um abraço a todos aqueles que nos receberam e que connosco partilharam memoráveis momentos mágicos (é favor ignorar esta cacofonia propositada), e um especial obrigado à Câmara Municipal de Porto Santo, ao Hotel Vila Baleira e ao Restaurante/Bar Pé na Água.
Esperamos que, para o ano, surjam novas oportunidades de espalhar magia pelo mundo, quem sabe talvez já com a bandeira do GSFMH, assim a nossa amiga Ana* a devolva…

FreshmenReport (Difusão: Wally, Floripinga e Carteiro)
[Texto visto, revisto e autorizado pela Comissão para a Decência no Lazer]

*ANA – Aeroportos de Portugal, SA

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