Eram 21h de Sexta-Feira, dia 17 de Junho, e lá seguia o Grupo de Serenatas na demanda da trova � Donzela Doutora na Ordem dos Médicos, no uso do galanteio musical às notáveis das artes medicinais antigas. Às 21h10, eis que Playmate afirma por via telefónica “Eu estou mesmo agora a sair de casa!”. No entanto, Preto e Vulcano avançam sem esperar, pois Playmate, relativamente ao local de encontro, teria muito trilho a enfrentar. Deste modo, a famosa rede Repsol Portugal Petróleos e Derivados, Lda, estação do Aeroporto, foi o próximo destino de reunião, onde D. Corleone desesperava por ver seus companheiros. Assim que percorremos a rotunda do relógio, iniciaram-se confrontos alienáveis entre os condutores presentes. De tal forma que se adivinhava o “massacre” que se veio a verificar no dia seguinte, na manifestação de skinheads . Com a ajuda da polícia de intervenção, os membros do Grupo conseguiram esquivar-se e atingir a sede da Ordem dos Médicos. Depois de todos os membros reunidos na entrada daquele grande e luxuoso palácio, partimos para o que sabemos fazer melhor! Foi de tal forma estonteante, a nossa actuação, que ocorreu uma interrupção simultânea do repasto de todos os presentes na sala. Ou isso, ou então foi porque as portas da cozinha estavam encobertas com a nossa presença e as iguarias se deixaram ficar. Mas de qualquer forma, conseguimos cativar a sua cortesia. Para além do copo de água, atenciosamente ofertado, fomos presenteados por um sumo de uva dos deuses e uma sobremesa divinal. Tudo para conseguirmos sustentar a nossa qualidade. Com isto até uma das trovas louvadas integrou um início de improviso, no qual o virtuosismo de D. Corleone se sobrepôs a tudo o resto, com a inovação repentina e necessária na letra. O ponto capital desta contemplação sucedeu quando, com uma mistura de categoria de rum e licor beirão, um revolucionário empreende um homic�íio colectivo por abrasamento de um bolo-bomba, de forma a corromper a nossa lide harmoniosa. Mas tudo não passou de um falso alarme, pois o terrorista era afinal um esmerado profissional do ramo da hotelaria e restauração, tendo inclusivamente aventado a possibilidade de novos espectáculos/atentados. Depois das despedidas, partimos para um jantar com “quase” todos os membros do Gsfmh, no qual se degustou um “novilho de porco preto” [recombinação genética de dois belos mamíferos] e uns “secretos na brasa”, para além do magnífico esparregado natural que acompanhou esta refeição. Abalando dali, fomos directos ao Bairro Alto ao encontro de outros membros do Gs. Trajados e tudo, porque embora D. Corleone tivesse afirmado �Vamo-nos destrajar?… Mas assim entras em casa e a tua m�e j� nem te deixa sair!� e Vulcano replicasse “Não!! Vamos lá vestir outra coisa”, não houve tempo e dirigimo-nos, que nem matarroanos (sempre em frente) para o local de destino. Apesar de toda a população bairrista se passear na rua, fomos vestidos a rigor, encontrando Manelão em lugares inóspitos onde era reconhecido por todas [Não, não foi no Conde Redondo…]. Pelo menos demos nas vistas. Um obrigado pela amabilidade de todos e principalmente da Doutora que nos contactou.
“O Voo do Albatroz” - Jornal Semanal da Ilha das Flores - Região Autónoma dos Açores
Tiragem de 220 exemplares na época baixa e de 500 na época alta (for turists).
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