Provas de aferição: problema não é só a cambalhota é também a saúde

Provas de aferição: problema não é só a cambalhota é também a saúde

Investigador diz que "decadência da cultura motora" é problema, mas que dificuldades não devem ser empoladas em crianças do 2.º ano

Professor universitário e investigador, há muitos anos envolvido numa batalha pelo reforço da atividade física e do tempo para a "brincadeira livre" entre as crianças, Carlos Neto, da Faculdade de Motricidade Humana (FMH) da Universidade de Lisboa, não fica alarmado com os resultados das provas de aferição do ano passado, em que 40% dos alunos do 2.º ano não conseguiram completar sem falhas uma cambalhota frente e 46% demonstraram não conseguir saltar bem à corda. "O enrolamento à frente e o salto à corda são duas atividades motoras complexas que, nestas idades, não têm necessariamente de estar a um nível de desenvolvimento maduro", diz ao DN. "O nível de maturidade destas duas habilidades normalmente atinge-se por volta dos nove, dez anos".

No entanto, acrescenta, isso também não significa que os resultados devam ser desprezados. Sobretudo porque, mesmo sendo "uma gota de água" entre muitos indicadores sobre os níveis de motricidade das crianças - muitos deles resultantes de investigação da própria FMH - apontam no sentido dos alertas que há muito vem fazendo. "De facto, é preocupante o nível de iliteracia motora que existe nas crianças portuguesas, sobretudo no pré-escolar e no 1.º ciclo".

in Diário de Notícias | 06/06/2018
Provas de aferição: problema não é só a cambalhota é também a saúde

in Diário de Notícias| 07/06/2018
Não é só a cambalhota: "Sedentarismo cria problemas enormes às crianças"

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Página 8, consultar anexo do artigo

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